Olá, pessoal! Hoje irei falar sobre a craniossinostose, que é uma patologia que merece grande destaque devido às repercussões que pode provocar no cérebro da criança, caso não seja tratada de forma adequada.
Vamos lembrar do assunto tratado na semana anterior. Os ossos que formam o crânio das crianças apresentam articulações chamadas de suturas. É esperado que essas suturas se fechem em determinados períodos da vida à medida que o cérebro da criança se desenvolva. Quando essa sutura se fecha de forma precoce, o crânio cresce com um formato inadequado e isso pode trazer repercussões graves para o cérebro da criança. Neste caso, estamos diante de uma craniossinostose.
A criança não demonstra qualquer queixa que sugira a presença da craniossinostose. A suspeita se dá a partir do momento que o formato irregular da cabeça da criança é notado pelos familiares. O caso deve ser prontamente encaminhado para a avaliação do neurocirurgião pediátrico. Após a avaliação, na maioria das vezes, já é possível definir qual é o tipo de craniossinostose. O exame complementar é dispensável na maior parte dos casos. O exame de tomografia computadorizada e reconstrução 3D é mais importante para o planejamento cirúrgico do que para o diagnóstico da craniossinostose.

