O assunto de hoje será o cisto aracnóideo. Inicialmente vou tratar sobre o seu conceito. Trata-se de uma coleção de líquor que é envolvida por uma membrana de aracnóide. Para quem não lembra desses elementos, o líquor é o líquido que envolve o nosso encéfalo e a aracnóide é uma das meninges, uma espécie de “envelope”, que envolve o líquor e protege o nosso sistema nervoso. Em alguns casos, há um defeito na formação do bebê que forma essas pequenas “bolsas” de líquor que chamamos de cisto aracnóideo.
Os cistos aracnóideos respondem por cerca de 1% do total de lesões expansivas intracranianas. A maioria dessas lesões não provoca sintomas, sendo encontradas em exames de imagem que o paciente realizou por outro motivo que não tem relação com o cisto encontrado. Entretanto a maioria dos pacientes sintomáticos são crianças e essas merecem uma atenção especial.
Os sintomas que podem ser encontrados são, principalmente, dor de cabeça, náusea, vômitos, epilepsia, fraqueza em braços ou pernas e, em bebês, podemos encontrar aumento do tamanho da circunferência da cabeça e elevação da “moleira”. Todos esses sintomas são explicados pelo crescimento progressivo do cisto que provoca compressão do cérebro e aumento da pressão intracraniana.
O diagnóstico é dado através da avaliação clínica associada ao exame de imagem que pode ser uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

